
ou de Alberto....
Sobre aquilo que disse anteriormente a informação está na lista de moedeiros do TA, comecei a pesquisar um pouco mais sobre o Álvaro Egas e encontrei uns antigos posts através do google do grande Mário Carvalho que aponta precisamente a mesma teoria, sinto-me mais confiante em ter referência de alguém que tenha pensado o mesmo. É que sinceramente até eu próprio estava a achar-me maluco.
imagem: TA, tomo I pág. 71
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Bom, mas continuando um pouco mais, esta tipologia FM 6.1.3 com A a ladear as torres à direita poderá ser explicada desta ou de outras formas já referidas.
Já a moeda que contém um A a encimar a torre central, penso que o melhor ponto de partida será talvez associá-la ao A que se encontra gravado nos espadins de bolhão do mesmo rei, descobrindo o que é o A presente nos espadins, chega-se ao A deste numisma.
Julgo que estamos perante dois tipos de "A" (6.1.3 e este 8.1.3) com significados totalmente diferentes. O primeiro seria uma espécie de assinatura do abridor de cunho, o segundo quem sabe, mas vou tentar ir por algum lado com ajuda de alguns apontamentos...
Poderá haver uma relação forte entre uns ceitis muito especiais e o espadim, desde o simples A, à presença de umas "bolinhas" em volta do mesmo, portanto não me choca aparecer esta letra misteriosa em comum, no campo destes dois tipos monetários...
O A com as "bolinhas" neste caso poderá ser quem sabe de Afonso(sem coroa? não me parece), ou aqui sim quem sabe, uma comemoração da conquista de Arzila, Alcácer-Ceguer ou outra terriola qualquer. A tipologia e a localização física deste A é muito distinta, tanto no ceitil como no espadim, aparecendo até em paralelo com a letra monetária como é o caso do espadim, poderá levar-nos para outras paragens.
Se o A do tipo 6.1.3 pode levar-nos para diversas teorias, quem sabe a chave deste segundo A não está aí mesmo à vista, algures pela força da espada...
De notar que segundo a lenda, o domínio árabe em África acabaria quando um rei cristão retirasse uma espada que estava cravada numa torre algures para as terras do reino de Fez, o espadim parece indicar que alguém "sacou" a espada ou que está a homenagear quem ajudou a "sacá-la"...
Posto isto tudo e sabendo que o hábito dos cavaleiros da
ordem da espada tinham representada uma torre com espada cravada, falta só saber o que é que o A tem a ver com isto tudo, tanto numas moeditas que têm uma espada gravada como numas moeditas com uma torre assim para o grande
As moedas e alguns motivos das conquistas antigas sempre tiveram um pouco de lenda e mitologia, a verdade é que D. Afonso V, depois de várias tentativas repelidas, lá foi conquistar a pequenina Alcácer-Ceguer, segundo as crónicas, entrou em procissão como um grande conquistador, foi direitinho ao centro da praça, por lá andou, até partir rapidamente para Ceuta, quando lá chegou escrevem que andava triste por alguma razão. A verdade é que a estocada final em Alcácer foi em finais de 1458, sendo que o primeiro registo para o espadim aparece em 1460. Isto para dizer que aqui sim, o A deverá indicar Alcácer-Ceguer.
Tipologicamente este ceitil (FM 8.1.3) dentro do grupo 8 e até dentro dos ceitis de Afonso V, apresenta umas características muito especiais, a torre central é de enorme detalhe, as torres laterais são deixadas para segundo plano, as proporções da torre central destacam-se claramente de toda a moeda, o A precisamente sobre a torre central. Enfim, estou convencido que este ceitil é muito especial e faz parte das comemorações da conquista da praça de Alcácer, que provavelmente tal como o espadim por alegoria à efeméride, foram relacionadas com a antiga lenda da torre e da espada.
Por paradoxal que pareça Alcácer-Ceguer (em árabe, القصر الصغير, al-qsar as-Seghir, significa "o castelo pequeno")
Fotos actuais do castelo:
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Não se quer propriamente dizer que Alcácer tinha uma grande torre, nem que tinha uma grande espada enterrada na torre, nem que a ordem da espada tenha existido, aliás muitos historiadores até a põem em causa, o que não há grandes dúvidas de ter existido é a lenda que deu logo a partir de 1459/60 origem ao espadim e provavelmente ao ceitil em causa.
Para a "estocada" final: Já repararam que de todas as legendas catalogadas no Magro para ceitis de Afonso V, a única que coincide com a legenda dos espadins e dos meios espadis é a deste ceitil?
Porque só se conhece este ceitil e meia dúzia meios espadins? Terá sido feita uma emissão comemorativa de agraciamento? Surgindo a partir dela um tipo monetário que viria a substituir o já moribundo real branco denominado espadim?
Conclusão: Na minha opinião os meios espadins, espadins e todos os ceitis do tipo 8.1.3 que venham a ser encontrados, são moedas de agraciamento comemorativas da conquista de Alcácer-Ceguer, baseados na alegoria da lenda da torre e da espada. A comemoração é estendida ao povo com o espadim, em substituição do real branco.
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Não sei se isto é demasiado rebuscado ou não, mas como não há NADA escrito sobre este ceitil, são estas as minhas "explicações", pelo menos nos milhares de espadins ainda existentes penso que fará algum sentido, pena não existirem milhares destes ceitis "comemorativos", esperemos por outras opiniões...
Com isto tudo, fica a dúvida: " onde entram as bolinhas?", bom isso fica para outra altura...
Fontes:
Ta, Tomo I
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Livro dos Ceitis, F. Magro
AG
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http://pt.wikipedia.org/wiki/Azamor" onclick="window.open(this.href);return false;
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Apontamentos pessoais
imagem:Livro dos Ceitis de F. Magro, linkado através de ceitis.no.sapo.pt
imagem:pt.wikipedia.org
Imagem: AG + Magro