Estados de Conservação-Método português e método brasileiro

Limpeza ou não limpeza, Estados de conservação, Manutenção das colecções.
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Estados de Conservação-Método português e método brasileiro

Mensagem por creative » 01 mai 08 16:16:30

Estados de Conservação - Método português

É necessário haver um estudo mais aprofundado sobre este tema, devido à falta de consenso entre coleccionadores. Até lá e para se ter umas bases sobre um tema tão delicado, ficam aqui publicados os estados de conservação de moedas que existe em português:
  • Flor de cunho (FDC) < Moeda absolutamente impecável, sem apresentar o mais pequeno vestígio da manchas, mossas ou qualquer desgaste. Devido ao próprio processo de fabrico, é praticamente impossível encontrar uma moeda nestas condições, a não ser em recentes emissões da INCM, comercializadas em set’s carteira com a designação «FDC».
  • Soberba (SOB) < Moeda que não circulou, mantendo o brilho ou o baço original provocado pela cunhagem. Pode apresentar ligeiras marcas de abrasão provenientes do contacto com outras moedas durante o fabrico ou transporte.
  • Bela (BELA) < Moeda que aparenta não ter circulado. Ligeiros sinais de desgaste nos pontos mais altos da gravura.
  • Muito bem conservada (MBC) < Moeda pouco circulada. Sinais de desgaste nos pontos mais altos da gravura, pode apresentar pequenas mossas em ambos campos e rebordo.
  • Bem conservada (BC) < Moeda circulada. Consideráveis sinais de desgaste nos pontos mais altos da gravura, mas com todos os pormenores visíveis incluindo a legenda e a data. Pode apresentar mossas e ou riscos.
  • Regular (REG) < Moeda com bastante desgaste na legenda e data, apresentando, no entanto visíveis as principais características de classificação.
  • Mal conservada (MC) < Moeda muitíssima gasta, corroída, legendas e datas obliteradas, quase ilegíveis, no entanto não restando dúvidas quanto à sua classificação.

###############################################################

Estados de Conservação - Método brasileiro

Tornou-se também necessário definir os graus de conservação dos exemplares catalogados. Á falta de uma definição oficial para o caso das moedas portuguesas (problema que dois congressos nacionais numismática nem sequer agendaram), usámos os critérios estabelecidos nos Estados Unidos da América, em 1962, por um grupo de trabalho especialmente designado para o efeito e formado por numismatas dos mais experientes. Esses Critérios são os seguintes:
  • Flor de cunho (FDC) < Moeda perfeita, conservando todo o brilho original, sem vestí­gios de circulação, sem patina, manchas ou oxidações e sem riscos ou mossas quando examinadas à lupa. Não pode haver, em nenhuma circunstância, sinais de limpeza fí­sica ou quí­mica da moeda.
  • Soberba (SOB) < Deve apresentar aproximadamente 90% dos detalhes da cunhagem original, deve ainda conservar algum brilho original e, simultaneamente, pode apresentar patina, completa e uniforme, mas isenta de manchas, risco e mossas quando examinada à lupa. Admitem-se sinais de uma limpeza, que não ocasione no seu campo, riscos ou manchas.
  • Bela (BELA) < Moeda que aparenta não ter circulado, não mostrando, à vista desarmada, qualquer defeito ou desgaste. Pode ter patina uniforme, cobrindo-a totalmente, e mostrar à lupa ligeirí­ssimos sinais de desgaste no pontos mais altos do relevo.
  • Muito bem conservada (MBC) < Deve apresentar aproximadamente 70% dos detalhes da cunhagem original, podendo apresentar ligeiras manchas, mas tendo apenas pequeno desgaste nas superfí­cies mais altas, admitem-se sinais de uma limpeza, mesmo que ocasionem no seu campo, pequenos vestí­gios de riscos ou manchas.
  • Bem conservada (BC) < Os detalhes da cunhagem original devem aparecer em aproximadamente 50%, a moeda que apresenta sinais de corrosão e algumas mossas ou riscos perceptí­veis à vista desarmada, mas a legenda e da data da moeda devem ser visí­veis a olho nu.
  • Regular (REG) < Deve apresentar um mí­nimo de 25% dos detalhes da cunhagem original, apresentando algumas obliterações nas legendas e em outros pormenores, a legenda e a data da moeda devem ser observadas com o auxí­lio de uma lupa.
  • Mal conservada (MC) < Moeda muito gasta ou corroí­da, com obliterações extensas nas legendas e em outros pormenores e sua identificação sem margem para dúvidas.

É importante notar que os autores da classificação que acabamos de reproduzir visaram definir critérios aplicáveis, em termos gerais, a moedas de todo o mundo e de todas as épocas.


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Mensagem por Bandadolopes » 19 mai 08 20:16:51

De forma a facilitar a comparação entre os Estados de Conservação vulgarmente utilizados em Portugal, com os que se utilizam noutros paí­ses, deixo-vos esta tabela de equivalências.

Imagem
Cumprimentos,

Alberto Praça

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Mensagem por Bandadolopes » 31 mai 08 0:21:49

Para quem não tem, aqui fica a página do Alberto Gomes, sobre Estados de Conservação:

Imagem
Cumprimentos,

Alberto Praça

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Re: Estados de Conservação

Mensagem por Pbarbot » 09 out 08 20:53:44

creative Escreveu:Tornou-se também necessário definir os graus de conservação dos exemplares catalogados. Á falta de uma definição oficial para o caso das moedas portuguesas (problema que dois congressos nacionais numismática nem sequer agendaram), usámos os critérios estabelecidos nos Estados Unidos da América, em 1962, por um grupo de trabalho especialmente designado para o efeito e formado por numismatas dos mais experientes. Esses Critérios são os seguintes:
  • Flor de cunho (FDC) – Moeda perfeita, conservando todo o brilho original, sem vestí­gios de circulação, sem patina, manchas ou oxidações e sem riscos ou mossas quando examinadas í  lupa. Não pode haver, em nenhuma circunstância, sinais de limpeza fí­sica ou quí­mica da moeda.
  • Soberba (SOB) – Deve apresentar aproximadamente 90% dos detalhes da cunhagem original, deve ainda conservar algum brilho original e, simultaneamente, pode apresentar patina, completa e uniforme, mas isenta de manchar, risco e mossas quando examinada í  lupa. Admitem-se sinais de uma limpeza, que não ocasione no seu campo, risco ou manchas.
  • Bela (BELA) – Moeda que aparenta não ter circulado, não mostrando, í  vista desarmada, qualquer defeito ou desgaste. Pode ter patina uniforme, cobrindo-a totalmente, e mostrar í  lupa ligeirí­ssimos sinais de desgaste no pontos mais altos do relevo.
  • Muito bem conservada (MBC) – Deve apresentar aproximadamente 70% dos detalhes da cunhagem original, podendo apresentar ligeiras manchas, mas tendo apenas pequeno desgaste nas superfí­cies mais altas, admitem-se sinais de uma limpeza, mesmo que ocasionem no seu campo, pequenos vestí­gios de riscos ou manchas.
  • Bem conservada (BC) – Os detalhes da cunhagem original devem aparecer em aproximadamente 50%, a moeda que apresenta sinais de corrosão e algumas mossas ou riscos perceptí­veis í  vista desarmada, mas a legenda e da data da moeda devem ser visí­veis a olho nu.
  • Regular (REG) – Deve apresentar um mí­nimo de 25% dos detalhes da cunhagem original, apresentando algumas obliterações nas legendas e em outros pormenores, a legenda e a data da moeda devem ser observadas com o auxí­lio de uma lupa.
  • Mal conservada (MC) – moeda muito gasta ou corroí­da, com obliterações extensas nas legendas e em outros pormenores e sua identificação sem margem para dúvidas.
É importante notar que os autores da classificação que acabamos de reproduzir visaram definir critérios aplicáveis, em termos gerais, a moedas de todo o mundo e de todas as épocas.
Nós somos Portugueses, essas classificações são as usadas no Brasil e são um bocado diferentes das usadas por cá. Para mim isto é um erro como no outro forum tb está.
Achava melhor aplicar o que está no AG do que este texto.

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Re: Estados de Conservação - Método brasileiro

Mensagem por Avelino Nascimento » 10 out 08 1:47:09

E assim Pedro?
Está mais vero?

Abraço,
Cumprimentos,
Avelino Nascimento

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Re: Estados de Conservação - Método brasileiro

Mensagem por Pbarbot » 10 out 08 13:19:45

Avelino Nascimento Escreveu:E assim Pedro?
Está mais vero?

Abraço,
Está mais vero, mas nós temos as nossas denominações, não percebo porque temos que usar as Brasileiras.
Para mim isto facilita que alguem, queira vender alguma moeda por um estado supeiror ao real (para o caso Portugues). Pode sempre argumentar que seguiu a tabela que está no forum.

Mas isto é mesmo só uma opinião, pois como normalmente as vendas tem fotos, as pessoas que olhem para as fotos e deixem de lado o "na minha opinião a moeda está MQB (Melhor Que Boa)"

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Re: Estados de Conservação

Mensagem por marreta » 12 out 08 0:28:02

De facto, as "desdefinições" apresentadas parecem-se mais com um desacordo ortográfico que outra coisa. Ou bem que são a escala brasileira ou a portuguesa. As duas são muito diferentes e em certa medida até incompatíveis. Penso que devia haver pelo menos um esforço de rigor neste assunto, já de si normalmente tão mal tratado :|

Só para dar um exemplo,
creative Escreveu:Deve apresentar aproximadamente 90% dos detalhes da cunhagem original
uma moeda com 90% do detalhe, na escala portuguesa, não passa seguramente de MBC, fica pois, a quilómetros do SOB que, aliás, nem sequer existe na escala brasileira.
A bem do rigor e de não desinformar principalmente quem se inicia nestas lides, sugiro que se fiquem pelo texto do AG.

Apenas algumas achegas mais:

O estado de conservação (real) NÃO DEPENDE:
- da raridade da moeda
- do preço pretendido pela mesma
- da idade
- do tipo
- do metal
- do dono

Os estados principais são: MC, Reg, BC, MBC, Bela, Sob. Como extremos com pouca utilidade prática existem ainda; Chapa: moeda inclassificável e FDC: moeda perfeita. Os estados não estão limitados ao que se lê em determinado preçário.

O estado ser bom ou mau, depende da moeda em causa mas, não é por isso que se poderá distorcer a escala. Exemplo:
ceitil de D. Afonso V em MBC - moeda em estado extraordinário e certamente bem valorizada.
5 cent. de euro em MBC - moeda a despachar na próxima ida à mercearia.

Para quem tem dificuldade com os 6 estados (esqueçam os outros 2) deve habituar-se primeiro a classificar segundo 3 estados:

moeda gasta ou danificada (MC a Reg)
moeda normal (BC a MBC)
moeda nova (Bela a Sob)

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Re: Estados de Conservação

Mensagem por marreta » 12 out 08 0:56:30

esqueci me de uma importante:

O estado de conservação (real) NÃO DEPENDE:
- do estado escrito no alvéolo, indicado pelo vendedor ou escrito nos leilões do http://www.*leiloes.com

:twisted:

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Re: Estados de Conservação

Mensagem por creative » 12 out 08 14:10:42

Pessoal, eu só quis ajudar quando postei aqui este tópico, isto não foi feito por mim, simplesmente limitei-me a transcrever um documento que aqui tenho, se acham que está em desacordo com a realidade, simplesmente basta fazer kill no post, não é preciso tanta conversa. :roll: :roll: :roll: :roll:

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Re: Estados de Conservação

Mensagem por Avelino Nascimento » 12 out 08 14:30:19

È preciso tanta conversa sim, isto é um local de discussão de ideias e existe para isso mesmo.
Concordo, sem dúvida, com os estados de conservação descritos no Alberto Gomes, são as que, para mim, prevalecem e prevalecerão sempre.
Acrescento apenas a diferença entre uma moeda Soberba com uma Flor de Cunho, que consiste apenas ao isolamento, ao não contacto de umas com outras no acto da cunhagem, que, se calhar, encaixa-se melhor nas emissões especiais mencionadas no AG.
Em relação aos estados de conservação que certos vendedores atribuem às suas moedas em venda, como por exemplo: quase bela, MBC ++ e etc. que cada um tire as suas elações, que a mim só me fazem rir!

Abraços,
Cumprimentos,
Avelino Nascimento

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Re: Estados de Conservação

Mensagem por HugoPatricio » 12 out 08 16:06:37

A achega do Avelino sobre os + e -, é um tema que eu acho interessante.
Bem sei que alguns vendedores usam os + e os - com os objectivos que todos sabemos, mas a mim não me incomoda nada ver uma moeda classificada como BC+ ou Q/Bela, etc...
Alguns diram, mas se está BC+, é porque está abaixo de MBC e abaixo de MBC é BC, aceito... Mas acho que "alargar" a escala com os + e -, desde que feito sem segundas intenções, pode em alguns casos ajudar a classificar melhor uma determinada moeda!

Alguém concorda?

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Re: Estados de Conservação

Mensagem por Pbarbot » 12 out 08 17:52:43

creative Escreveu:Pessoal, eu só quis ajudar quando postei aqui este tópico, isto não foi feito por mim, simplesmente limitei-me a transcrever um documento que aqui tenho, se acham que está em desacordo com a realidade, simplesmente basta fazer kill no post, não é preciso tanta conversa. :roll: :roll: :roll: :roll:
Ng está contra ti.:)
Está contra o que está escrito. Nem tudo o que se escreve no outro forum é verdadeiro para a realidade portuguesa. Aquilo foi escrito por um brasileiro, os textos eram brasileiros, está tudo ajustado para a realidade brasileira que é diferente da nossa. Aquilo deveria ter um GRANDE SINAL VERMELHO A PISCAR, a avisar que tinha sido feito por brasileiros.:)

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Re: Estados de Conservação

Mensagem por Avelino Nascimento » 12 out 08 18:09:03

Mas há alguma segunda intenção, num determinado estado de conservação atribuído por um vendedor? Naaaaa! Só para quem não entende nada de nada sobre estados de conservação!
O que adianta, esse vendedor atribuir um estado de classificação à sua moeda, que é para vender, se, na compra, não estou de acordo com ela.
Porque é que, cada vez mais e vimos nas nossas ultimas permutas um exemplo, os vendedores não atribuem o estado de conservação às suas moedas para venda? Porque é escusado, porque cada vez há mais gente informada, porque nunca é concordante.
Esses MBC+, ++ e +++, é simplesmente uma etiqueta e não um estado de conservação, digamos, é uma tentativa de valorização.
marreta Escreveu:Os estados principais são: MC, Reg, BC, MBC, Bela, Sob.
Para mim são os únicos.

Mas para quem tem dificuldades:
marreta Escreveu:moeda gasta ou danificada (MC a Reg)
moeda normal (BC a MBC)
moeda nova (Bela a Sob)
È um excelente inicio!

Abraços,
Cumprimentos,
Avelino Nascimento

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Re: Estados de Conservação

Mensagem por Pbarbot » 12 out 08 18:39:57

A minha opinião pessoal sobre os estados de conservação, ainda é mais radical, deviam de acabar.
Com as tecnologias que hoje existem, já não há razão para eles existirem. Existem os scanners, as fotos e quanto muito uma pequena descrição de algum pormenos que não seja visivel na foto. (ex. um pequeno risco perto da data não visivel a olho nu, ou na foto)

Uma vez vi uma tabela sobre estados de conservação que foi a que mais se aproxima do meu ponto de vista. Não sei quem a fez, mas foi de certeza um marreta qualquer.

Na ponta mais baixa da tabela, encontramos a CHAPA, até aqui tudo bem, pois a chapa ng a quer, ng sabe que moeda é, por isso não cria dificuldades na sua classificação.
Na ponta oposta dessa mesma tabela, encontra-se a FDC (vamos assumir que isto é um estado de conservação), é a moeda que ng tem, a moeda perfeita, aquela que nunca teremos, pois moedas perfeitas não existem, por isso tb não é dificil de classificar uma moeda nestas condições.
Depois entre a CHAPA e a FDC existe só mais um estado de conservação o EI (estado intermedio), é neste estado em que se encontram todas as nossas moedas. Umas mais perfeitinhas do que as outras é verdade, mas acabava toda aquela confusão de tantas siglas com sinais + e - a acompanhar.
Era tudo mais simples.
-Em que estado está a tua colecção?
-Em EI.
-Então podes me enviar algumas fotos para ver se estou interessado?
-Claro.

Assim se resolvia um dos grandes problemas da numismatica.:)

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Re: Estados de Conservação

Mensagem por llllllllll » 13 out 08 12:26:17

Mais uma vez, ao contrário de muitos, para mim flor de cunho não é um estado de conservação, mas sim uma moeda cunhada com um cunho novo, e por isso mesmo com o relevo e detalhes mais vísiveis.

Ou seja, de duas moedas soberbas, uma pode ser flor de cunho e a outra não. Há casos conhecidos de moedas americanas, por exemplo. Flor de cunho, para mim, será o oposto de cunho cansado. E claro que pode haver moedas soberbas com cunho cansado, não é desgaste ou uso da moeda mas sim do cunho.

Quanto à classificação, faz falta e serve de indicador. É útil para trocas e vendas, em particular em moedas curriqueiras, ou em lotes de alguma dimensão.
Por exemplo, há quem só coleccione moedas em estado Bela ou superior. É inútil estar a enviar dezenas de fotos de moedas noutros estados, porque eu próprio sei que não correspondem ao parâmetro mínimo da outra parte.

Outra coisa, que me parece que se está a censurar aqui e muito bem, é atribuirem-se EC mais elevados do que a maioria daria a essa peça. Mas sempre irá acontecer, da mesma forma que nunca vi nenhum carro à venda que fosse dum 'granda maluco, o dono andava sempre a esgalhar, nem deixava aquecer o motor para levar o carro ao red-line, lombas para ele não existiam, nunca fez qualquer manutenção ao carro' num stand de automóveis. Mas que os há...

Isso já depende da formação e ganância de cada um.

Já vi quem coloque, por exemplo, a cotação de catálogos em vários EC sem indicar como classificaria aquela peça em particular. Isso, eu acho que facilita e é uma mais valia, desde que os valores sejam os reais.

Também já vi quem defenda a existência de certificação de moedas em Portugal. Eu sempre achei isso, o que verifica nos EUA, ridículo. Acho impossível (ou desnecessária) definir cientifica e rigorosamente esses critérios. Porquê? Primeiro, pela subjectividade. Há quem não goste de moedas manchadas, e há quem não se importe (quero dizer que, o que faz uma moeda deixar de ser BELA- para MBC++ ou MBC) varia consoante o gosto individual e a relevância que se dê às mazelas da moeda). O mesmo para os riscos e mossas. E depois a quantificação. Para sermos rigoramente ridículos, temos de considerar o comprimento, a profundidade, a espessura de um risco... e o local onde se encontra. Se na figura, rebordo, campo ou legenda. Se com os EC actuais, nem nos nossos tópicos há unanimidade... Acho que já me fiz entender...

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Re: Estados de Conservação

Mensagem por Avelino Nascimento » 13 out 08 20:49:17

Já agora, um cunho para cada moeda, não?
Flor de cunho é uma moeda acabada de cunhar e, imediatamente, embalada, sem nunca ter estado em contacto, geralmente violento, com outras moedas soberbas, acabadinhas de cunhar.
Vão ver a foto, da máquina automatica de cunhagem corrente, na mumismática geral, no tópico «O moderno processo do fabrico da moeda» e vejam como elas saiem e, meus amigos, a uma grande velocidade.
Claro, devem utilizar as primeiras cunhagens desses cunhos para serem comercializadas como FDC, BNC. As proof's já é outra coisa.

Abraços,
Cumprimentos,
Avelino Nascimento

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Re: Estados de Conservação

Mensagem por narselio » 13 out 08 22:52:02

Estava para nunca mais intervir em tópicos de EC, mas não resisto.

Farei por "não me estender" e tentarei ser sucinto.

O sistema de classificação português está obsoleto, não tem rigor e não é exequível.
Só faz mesmo sentido num local onde os catálogos não contemplam estados acima de bela - teoricamente seria como o krause ou o red book não apresentarem estados acima de XF.

Goste-se ou não, o sistema americano / sheldom é presentemente o sistema com maior critério e rigor, quiça quasi científico, portanto não se perca tempo em discussões inférteis, com os argumentos e contra-argumentos tantas vezes batidos e que não levam a lugar nenhum.

Peguem na escala yankee e traduzam-na... estará tudo feito.

PS. E para quem disser que não é genuíno, não é português, etc., tenham em conta que: o azeite é uma invensão árabe, o vinho teve origem no médio oriente, qual de vós conduz um carro português?... qual de vós estará disposto a trocar o seu computador pelo magalhães? (que também não é português mas é feito cá)...

Portanto: português mesmo... só das caldas. :priii:

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Re: Estados de Conservação

Mensagem por Pbarbot » 13 out 08 23:18:06

narselio Escreveu: PS. E para quem disser que não é genuíno, não é português, etc., tenham em conta que: o azeite é uma invensão árabe, o vinho teve origem no médio oriente, qual de vós conduz um carro português?... qual de vós estará disposto a trocar o seu computador pelo magalhães? (que também não é português mas é feito cá)...

Portanto: português mesmo... só das caldas. :priii:
Eu quando referi o facto de não ser Português, foi por uma razão muito simples.
Qual é a diferença do Brasileiro para o Português?
É so mesmo o nome dos estados, os estados do Brasileiro são sempre um grau acima do Português, o que pode provocar e provoca grande confusão entre as pessoas.

Agora dizer que se pega no sistema americano e se faz uma tradução, quanto a mim nunca poderá ser feito.
Enquanto não existir um trabalho serio sobre estados de conservação, nunca poderá haver um consenso.
O sistema Americano até pode ser muito bom para as moedas Americanas e para os Americanos, mas eles tem uma historia numismática que nunca poderá ser comparada, por exemplo, com a historia numismatica da Europa.
Enquanto não for feito o tal estudo em Portugal, prefiro mil vezes não utilizar os EC do que utilizar.

Depois desse estudo feito à numária Portuguesa, por mim que chamem o que quiserem. Se quiserem chamar a uma moeda BELA uma moeda XVCCIH ou a um outro estado qualquer outro nome estranho, que chamem, mas que seja igual para todos. Agora colocar num forum Portugues uma tabela Brasileira, isso é que acho mal.

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Re: Estados de Conservação-Método português e método brasileiro

Mensagem por llllllllll » 14 out 08 11:50:29

Avelino Nascimento Escreveu:Já agora, um cunho para cada moeda, não?
Flor de cunho é uma moeda acabada de cunhar e, imediatamente, embalada, sem nunca ter estado em contacto, geralmente violento, com outras moedas soberbas, acabadinhas de cunhar.
Avelino, ainda não estou maluco...

Eu li esta definição algures, se voltar a encontrar posto aqui. Também já li muitas outras, sendo que a mais comum é ser um EC superior ao soberba. Mas é, para mim, a que me faz mais sentido. Tanto pela expressão em si, como pela lógica. Se eu recolher e salvaguardar uma moeda acabadinha de cunhar, mas com um cunho cansado, ela pode ser considerada flor de cunho?
Mas lá está, por isto mesmo, vale muito mais uma moeda na mão (ou foto de qualidade) do que uma categorização do seu EC, como já aqui foi referido.

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Re: Estados de Conservação-Método português e método brasileiro

Mensagem por Avelino Nascimento » 14 out 08 12:12:33

Olá :)

Mas, Sotero, há alguma estado de conservação superior ao soberbo, em moedas correntes?
Um cunho cansado, nos dias de hoje, corresponde a um cunho que já cunhou milhares de moedas, é um cunho prestes a ser substituido na máquina automática, que por acaso cunhou ou vai cunhando um último lote de discos colocados na mesma.

Abraços,
Cumprimentos,
Avelino Nascimento

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