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Dia 27 SETEMBRO 1810 - Batalha do Buçaco.


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Republica do Palau - 5 Dollars - 200 Anos da Batalha do Buçaco


A Batalha do Buçaco (ou Bussaco, de acordo com a grafia antiga), foi uma batalha travada durante a Terceira Invasão Francesa, no decorrer da Guerra Peninsular, na Serra do Buçaco, a 27 de Setembro de 1810. De um lado, em atitude defensiva, encontravam-se as forças anglo-lusas sob o comando do Tenente-general Arthur Wellesley, primeiro Duque de Wellington. Do outro lado, em atitude ofensiva, as forças francesas lideradas pelo Marechal André Massena. No fim da batalha, a vitória mostrava-se nitidamente do lado anglo-luso.

No dia 21 de Setembro, quando já não havia dúvidas sobre o itinerário das forças invasoras, Wellington escolheu a serra do Buçaco para enfrentar as tropas francesas. A Serra do Buçaco é formada por uma linha de alturas contínua, com quase 15 Km de comprimento, com encostas de difícil acesso que, naquela época, estavam cobertas por vegetação baixa (urze e tojo). Na metade Noroeste da serra existe uma área cercada por um muro com 3 metros de altura que inclui o Convento de Santa Cruz do Buçaco. Existiam quatro itinerários para atravessar a Serra do Buçaco: entre Carvalhal (a Este) e Casal (a Oeste) - o itinerário mais próximo do rio Mondego (ver mapa) - entre S. Paulo (a Este) e Palamases (a Oeste), entre Santo António do Cântaro (a Este) e Palheiros (a Oeste) e, mais perto do extremo Noroeste, passando junto à área murada do Convento do Buçaco, o itinerário principal, que liga Mortágua a Coimbra, passando por Moura (a Este). As encostas são íngremes e o terreno muito irregular, cortado por inúmeras ravinas.

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Mapa com as posições das unidades no nício da Batalha do Buçaco.

As posições foram ocupadas na manhã do dia 26. A maior concentração de forças estava na metade esquerda (Norte) do dispositivo. Wellington analisou o terreno e os itinerários e concluiu que este era o sector da posição defensiva que apresentava maior probabilidade de realização do ataque francês. Desta forma, três quintos da posição, a sul, estavam atribuídos a um terço das forças, as divisões de Leith e Hil tendo em atenção que esta última englobava a Divisão Portuguesa de Hamilton. Na zona norte da posição defensiva, com perto de 6,5 Km de extensão, concentravam-se dois terços da forças e a zona de principal preocupação era aquela onde passava a estrada de Mortágua para Coimbra. Como termo de comparação poderemos ver que na zona Sul, a mais extensa, estavam posicionados cerca de 2.200 homens em cada quilómetro e que, na zona Norte, esse número elevava-se a aproximadamente 5.100 homens por quilómetro. A artilharia estava distribuída por toda a frente mas com maior concentração nas zonas consideradas mais prováveis de serem atacadas.

A maior parte das tropas encontravam-se em posições desenfiadas da vista dos franceses e foi esta uma das causas, para além das deficientes acções de reconhecimento, que levaram Massena a considerar estar apenas perante uma guarda de retaguarda, uma força muito inferior ao que era na realidade. Se Wellington necessitasse deslocar tropas de um lado para outro da posição, existia uma estrada, do Convento do Buçaco para Sul, na encosta Leste da Serra, que permitia os movimentos de tropas em segurança.

De acordo com o plano francês, o II CE de Reynier avançava a partir de Santo António para se apoderar do terreno mais elevado antes de se voltar para a direita e atacar as posições sobre a estrada para Coimbra. Enquanto se realizava este envolvimento, o IV CE de Ney atacava a partir de Moura. O VIII CE de Junot era mantido em reserva. Massena, tendo subestimado a força anglo-lusa, avançou com alguma falta de cuidado. Às 5:45 do dia 27, as divisões dos generais Heudelet e Merle (do II CE) apareceram a sair de um denso nevoeiro para atacarem parte da 3ª Divisão de Picton – Brigadas (13) Lightburn, (14)Mackinnon e (15) Champlemond - a partir de Santo António. Merle atingiu o topo da serra mas foi obrigado a recuar devido a uma carga do 88th Foot da Brigada de Mackinnon. Entretanto Hill e Leith moveram parte das suas divisões para apoiarem Picton e, pelas 6:30, mais dois assaltos franceses tinham sido repelidos com pesadas baixas. Assim, 22 batalhões franceses foram derrotados e o envolvimento planeado por Massena não teve resultado.

Às 8:15, desconhecendo o que estava a contecer à sua esquerda, Ney mandou avançar Loison e Marchand sobre a estrada para Coimbra. À frente de Loison, as tropas da Divisão Ligeira de Craufurd recuaram; os franceses tomaram o cabeço de Sula mas foram parados perto da linha de alturas pelo fogo da infantaria e pelas granadas Shrapnel da artilharia britânica. Na esquerda deste ataque, Marchand conduzia 11 batalhões contra a infantaria Portuguesa de Pack e quase atingiu o convento antes de ser repelido com 1.200 baixas. Combates intermitentes continuaram até às 16:00, quando Massena mandou parar o ataque sem ter empenhado as suas reservas. Por seu lado, Wellington entendeu que não devia contra-atacar no vale.

Os franceses tiveram 4.486 baixas, incluindo cinco generais. Os Aliados tiveram 1.252 mortos e feridos durante esta batalha que é considerada um modelo defensivo. No dia seguinte, a cavalaria de Massena descobriu um caminho que contornava a serra por Oeste e Wellington teve que movimentar imediatamente as suas tropas para as Linhas de Torres Vedras. Os franceses continuaram o seu avanço mas tinham sofrido já baixas importantes com a correspondente influência negativa no moral das tropas. Para os Aliados, pelo contrário, a batalha levantou o moral das tropas, especialmente dos portugueses, mesmo não tendo obrigado os franceses a desistir da invasão.


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Cumprimentos,

Alberto Praça




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MensagemEnviado: 27 set 13 10:16:32 
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De um lado, em atitude defensiva, encontravam-se as forças anglo-lusas sob o comando do Tenente-general Arthur Wellesley, primeiro Duque de Wellington. Do outro lado, em atitude ofensiva, as forças francesas lideradas pelo Marechal André Massena.
No fim da batalha, a vitória mostrava-se nitidamente do lado anglo-luso.

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