Dinheiro D Fernando I
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petercoin
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Re: Dinheiro D Fernando I
Mas as tipologias com anelete estão especificadas nesse trabalho?
Que eu tenha visto existem duas tipologias com anelete, uma de tipo AL com o anelete entre os escudetes como as minhas três de cima e outra GA com o anelete por cima do escudete do topo como a primeira da segunda linha. Seria interessante perceber se ambas são de cobre ou apenas as primeiras.
Também é possível, e estamos no campo das hipóteses, que existam os 4 tipos sem anelete e depois se ter introduzido o anelete como marca de lote numa segunda volta. A passagem para o cobre poderia ter acontecido ou no salto de uma legenda para outra, ou realmente aquando da introducão do anelete. Isso estaria de acordo com as conclusões de GM caso ele tenha avaliado os dois tipos de reverso com anelete.
Os estudo mais antigos pecam realmente por tirar conclusões de amostras que não são apresentadas, não dando por isso para avaliar a amostra. Tal não seria muito problemãtico se muitas das vezes a amostra não incluísse coisas completamente diferentes!!
Que eu tenha visto existem duas tipologias com anelete, uma de tipo AL com o anelete entre os escudetes como as minhas três de cima e outra GA com o anelete por cima do escudete do topo como a primeira da segunda linha. Seria interessante perceber se ambas são de cobre ou apenas as primeiras.
Também é possível, e estamos no campo das hipóteses, que existam os 4 tipos sem anelete e depois se ter introduzido o anelete como marca de lote numa segunda volta. A passagem para o cobre poderia ter acontecido ou no salto de uma legenda para outra, ou realmente aquando da introducão do anelete. Isso estaria de acordo com as conclusões de GM caso ele tenha avaliado os dois tipos de reverso com anelete.
Os estudo mais antigos pecam realmente por tirar conclusões de amostras que não são apresentadas, não dando por isso para avaliar a amostra. Tal não seria muito problemãtico se muitas das vezes a amostra não incluísse coisas completamente diferentes!!
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petercoin
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Re: Dinheiro D Fernando I
No que toca à forma de coleccionar, eu não geralmente ligo nenhuma às legendas do anverso, mas se são raras, fixe!! 
Eu colecciono-os por reverso, AL, GA, por aí fora.. Depois vou ao elemento do primeiro quadrante e por fim o que apanho com particularidades engracadas!
Ou seja em Fernando faltam-me imensos!! Na teoria existirão oito tipos principais mais as tipologias com aneletes!
Os RB e os II são raros e os com a lua no primeiro quadrante mal se deixam ver!! Mas isto de coleccionar é um processo demorado e há cromos que demoram muito a aparecer!!!
Eu colecciono-os por reverso, AL, GA, por aí fora.. Depois vou ao elemento do primeiro quadrante e por fim o que apanho com particularidades engracadas!
Ou seja em Fernando faltam-me imensos!! Na teoria existirão oito tipos principais mais as tipologias com aneletes!
Os RB e os II são raros e os com a lua no primeiro quadrante mal se deixam ver!! Mas isto de coleccionar é um processo demorado e há cromos que demoram muito a aparecer!!!
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numisiuris
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Re: Dinheiro D Fernando I
Dentro daa tipologias com aneletes não estão discriminadas as legendas de reverso. Mas acho difícil que tenham analisado 50 dinheiros com anelete sendo todos algarbii. É ler o artigo.
Quanto ao coleccionismo, a vantagem de juntar os cromos todos (e saber quais e como juntar) é precisamente a de poder entender estas coisas das quais estamos a falar.
Quanto ao coleccionismo, a vantagem de juntar os cromos todos (e saber quais e como juntar) é precisamente a de poder entender estas coisas das quais estamos a falar.
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petercoin
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Re: Dinheiro D Fernando I
Não dei com o artigo na bibliografia que por cá tenho :(
Mas tendo em conta que no "Moedas de D. Fernando" MGM não faz referência a nenhum exemplar com anelete sobre o escudete do topo não me parece estranho que não tenha analisado nenhum, além de que em 50 dinheiros é muito fácil ter apenas AL's, pois é a tipologia que quase todos apresentam.
O que ele faz referência e que eu desconhecia é um GA com anelete entre os escudetes, mas depois começa a teorizar sobre os aneletes serem de LX e os outros serem do Porto e deixei de ler porque mandar postas de pescada para o ar sem análise pareceu-me perda de tempo...
Mas tendo em conta que no "Moedas de D. Fernando" MGM não faz referência a nenhum exemplar com anelete sobre o escudete do topo não me parece estranho que não tenha analisado nenhum, além de que em 50 dinheiros é muito fácil ter apenas AL's, pois é a tipologia que quase todos apresentam.
O que ele faz referência e que eu desconhecia é um GA com anelete entre os escudetes, mas depois começa a teorizar sobre os aneletes serem de LX e os outros serem do Porto e deixei de ler porque mandar postas de pescada para o ar sem análise pareceu-me perda de tempo...
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numisiuris
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Re: Dinheiro D Fernando I
Pois, terão que se publicar novos artigos. Ter acesso às moedas. À análise. Batalhar por isso. Tirar as fotos. Pesar as moedas. Assumir responsabilidade por elas. Enfim, no final da empreitada o Prof. Mário Gomes Marques dedicou-se à moeda visigoda. Depois abandonou completamente, talvez por desilusão, conforme se pode ver de todo o contexto das publicações e de algumas entrevistas. Depois dessas empreitadas surgem as novas postas de pescada ao mesmo tempo que se arruma o peixe antigo em caixas, para ir definitivamente para a lota. São os estádios de conhecimento. Dão muito trabalho. Eu agradeço a Mário Gomes Marques todo o trabalho que teve. Se me colocar na posição do numismata dos anos 70, percebo com toda a facilidade que ele foi e continuará a ser por muito tempo o maior nome que a numismática medieval portuguesa já teve.
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petercoin
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Re: Dinheiro D Fernando I
Pois, o conhecimento faz-se por etapas e sem os que vieram antes seria certamente mais difícil sistematizar e evoluir no conhecimento. Ainda assim a numismática pecou, desde sempre, por estudos mal organizados de raiz e conclusões erradas por erros básicos. Um dos maiores foi sempre o desdém pela tipologia e pelas idiossincrasias dos abridores o que levou a que faltasse capacidade para distinguir o que é diferente do que é igual. Mário Gomes Marques foi dos primeiros a esquematizar estudos dignos desse nome, pena nunca ter partilhado as amostras, o que faz com que seja impossível partir de onde ele nos deixou, sob pena de partir de premissas erradas.
Agora valorizar o passado não pode ser feito sem espírito crítico e os mestres do passado são apenas as bases do presente e os néscios do futuro. Mal estaríamos se não fosse assim!
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numisiuris
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Re: Dinheiro D Fernando I
petercoin Escreveu: ↑03 ago 20 18:13:19Não dei com o artigo na bibliografia que por cá tenho :(
Mas tendo em conta que no "Moedas de D. Fernando" MGM não faz referência a nenhum exemplar com anelete sobre o escudete do topo não me parece estranho que não tenha analisado nenhum, além de que em 50 dinheiros é muito fácil ter apenas AL's, pois é a tipologia que quase todos apresentam.
O que ele faz referência e que eu desconhecia é um GA com anelete entre os escudetes, mas depois começa a teorizar sobre os aneletes serem de LX e os outros serem do Porto e deixei de ler porque mandar postas de pescada para o ar sem análise pareceu-me perda de tempo...
Concordo!petercoin Escreveu: ↑03 ago 20 20:00:11Pois, o conhecimento faz-se por etapas e sem os que vieram antes seria certamente mais difícil sistematizar e evoluir no conhecimento. Ainda assim a numismática pecou, desde sempre, por estudos mal organizados de raiz e conclusões erradas por erros básicos. Um dos maiores foi sempre o desdém pela tipologia e pelas idiossincrasias dos abridores o que levou a que faltasse capacidade para distinguir o que é diferente do que é igual. Mário Gomes Marques foi dos primeiros a esquematizar estudos dignos desse nome, pena nunca ter partilhado as amostras, o que faz com que seja impossível partir de onde ele nos deixou, sob pena de partir de premissas erradas.
Agora valorizar o passado não pode ser feito sem espírito crítico e os mestres do passado são apenas as bases do presente e os néscios do futuro. Mal estaríamos se não fosse assim!
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Re: Dinheiro D Fernando I
Fiz um pequeníssimo artigo sobre o que se discutiu neste post, acrescentando a profundidade de algumas imagens. Talvez assim se perceba porque ando sempre de olho nos dinheiros de rosetas de sete pontas. Vamos ver se se publica, depois voltamos a falar sobre o assunto, caso queiram. 
Caro Juan, naturalmente que tive que usar a foto do seu magno exemplar, que assim ajudará a dignificar o artigo. Obrigado pela partilha!
Caro Juan, naturalmente que tive que usar a foto do seu magno exemplar, que assim ajudará a dignificar o artigo. Obrigado pela partilha!
- vma
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Re: Dinheiro D Fernando I
Como o Pedro bem referiu "... Um dos maiores foi sempre o desdém pela tipologia e pelas idiossincrasias dos abridores... " e neste caso concreto os dinheiros (novos) foram cunhados em duas oficinas, Lisboa e Porto, e a fazer fé da afirmação de Fernão Lopes que nos sucessivos abaixamentos os dinheiros valiam como simples mealhas, nunca poderiam ser os cunhados com a liga de um dinheiro. Se foram cunhados no inicio do reinado teriam cerca de 1 dinheiro de liga (isto ainda dos períodos de guerra) e posteriormente, talvez com a cunhagem dos torneses tivessem cunhado a primeira moeda só de cobre... mas falta o verdadeiro estudo...petercoin Escreveu: ↑03 ago 20 20:00:11Pois, o conhecimento faz-se por etapas e sem os que vieram antes seria certamente mais difícil sistematizar e evoluir no conhecimento. Ainda assim a numismática pecou, desde sempre, por estudos mal organizados de raiz e conclusões erradas por erros básicos. Um dos maiores foi sempre o desdém pela tipologia e pelas idiossincrasias dos abridores o que levou a que faltasse capacidade para distinguir o que é diferente do que é igual. Mário Gomes Marques foi dos primeiros a esquematizar estudos dignos desse nome, pena nunca ter partilhado as amostras, o que faz com que seja impossível partir de onde ele nos deixou, sob pena de partir de premissas erradas.
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Vitor Almeida

