Como já disse o conto levanta questões interessantes e a provar-se bom e cunhado em Portugal, mais que o que prova nesta discussão afigura-se-me como uma peça de excepção e de uma importância enorme na evolução da numária desta época.
Quando digo a provar-se não é porque ache que seja falso ou cunhado no estrangeiro, mas sim porque acho que um estudo em condições valida os pressupostos em que se apoia. Lançar ideias alternativas que encaixem nas coisas não é difícil, o difícil é validá-las! Tenho alguma info que ainda não explorei e não sei sequer se acrescenta ou não. Quando acabar a análise partilho.
Era importante saber se alguém tem desenvolvido investigação nesta àrea pois os contos são sempre peças complicadas..
Dizer só e já relativamente a este facto que o que interessa não é quem ganha, pois estes exemplares nunca tinham sido estudados ao longo dos tempos tendo sido validados porque sim, o que interessa é que agora há registos históricos organizados, há um conhecimento global da tipologia e cada um tem informação para tirar as suas conclusões.
O conto é a meu ver neste momento o que interessa estudar, pois tudo o resto está esmiuçado até ao fim.
No que toca ao Leal mantenho a minha ideia inicial com a nuance que tenho que reconhecer que em alguns aspectos da mesma houve excepções em alguns parâmetros. Apesar disso e se se fizer uma distribuição aleatória em qualquer parâmetro estudado o Leal calha sempre nas pontas de uma hipotética curva de Gauss, se somarmos os desvios todos calha mesmo na ponta. O que isto prova, pouco, o que isto indicia, muito.
No que toca a um estudo conjunto força, eu dentro do possível ajudarei, sendo que profissionalmente irei brevemente deixar de ter a disponibilidade que tenho tido. O grosso já aqui está e agora é uma questão de lhe alterar a forma de modo a equiparar-se a um estudo científico com tudo o que isso obriga e pressupõe.
Em relação a autorizações para utilizar fotos, se for preciso pedir autorização pede-se!! Não vejo que isso seja um problema!
Indo aos pontos que o Leandro apontou:
Em relação à parte gráfica:
- no que toca ao real branco não tenho nada a dizer a não ser que a coroa apresentada não tem os florões laterais completos.
- usar o meio real que é uma moeda única eque dava outro trabalho destes não vejo que seja proveitoso
- porquê cunhar moeda fora do país? Não há registos e quem ganha dinheiro é quem cunha, não faz sentido.
- usar um conto de contar e tirar conclusões como se de uma moeda se tratasse é muito complicado. Há teorias de que os privados cunhavam-nos. Há alguns que foram cunhados no estrangeiro. Não há grandes estudos a validar o objecto. Muitas questões antes de se usar o exemplar como prova cabal como tem vindo a ser apresentada.
- U está provado que existe. Parece óbvio que não é normal. Encontrar-se-á num extremo da curva de Gauss
O real branco é martelar a coisa para encaixar e o conto implica validação. Eu também tenho a mesma ideia e a foto agora apresentada não deixa dúvidas da tipologia, mas há muitas outras questões que merecem análise. Quando a tiver feito, partilho as conclusões. Além de que eu não partilho da ideia que a tipologia é tudo, é preciso pesquisar e só depois concluir.LeandroM Escreveu:coroa - é novidade neste reinado os florões não cortados nas laterais - SIM - mas o Leal não é caso único: exemplo - conto de contar e real branco; O Pedro pode alegar que as imagens não são as melhores (e não) mas, mesmo o desenho não estando "perfeito" devido exactamente a esse facto, para mim é CERTO: os florões estão completos (de frente). Há arestas que saem na horizontal e diagonal a partir do centro que não enganam. caso os florões estivessem cortados nunca poderiam ter essa continuidade e direcção.
Um ponto muito importante é perceber que Leais é que o Leandro e também o Rui admitem ser verdadeiros, porque eu quando falo de Leais não falo do do BES e há argumentos que encaixam na soma dos exemplares e outros que não encaixam em todos os exemplares. Os aneletes em triângulo não sendo o mais comum, não me fazem confusão! O que me faz confusão são as cruzes de abertura às nove horas e outros "floreados" estranhos que outros exemplares têm. Eu já os mostrei várias vezes, mas acabo sempre a falar dos aneletes do exemplar do BES.LeandroM Escreveu:separadores - os "estranhos" separadores analetes em triângulo não estão só nos leais mas no conto de contar;
Já debatido à exaustão, a minha conclusão é que mais uma vez o Leal encontra-se na ponta da curva de Gauss.LeandroM Escreveu:letras - "super-serifadas" ou floreadas demais até este reinado mas além do Leal outros exemplares apresentam a mesma tipologia incluindo o conto de contar recentemente apresentado; são poucos exemplares? - SÃO. Mas fazem com que o Leal não seja o tal caso único;
Porque as novidades aparecem em todos os parâmetros analisados e se uma novidade não passa disso, e duas novidades são aceitáveis, dez novidades são um ponto de ruptura. Isto é o que eu defendo desde o primeiro dia...LeandroM Escreveu:não haver paralelismo com o reinado de d afonso V - na minha opinião existe sim uma linha contínua de evolução que começa precisamente no reinado de D. Duarte (ou até antes)... coroa, letras,... (ver a semelhança estupenda na última "folha" da postagem inicial - é factual não há volta a dar);
(ainda não percebi porque é que alegam que não poderá ter começado neste reinado o aparecimento dessas "novidades)
Já respondi antes várias vezes, uma alteração não são dez. Dez são uma revolução!LeandroM Escreveu:Volto a perguntar: a coroa com florões laterais completos, segundo o Pedro, apareceu no reinado de D. Afonso V. Pergunto: São as moedas deste reinado - com esta coroa - falsas por aparecer pela primeira vez? Por ser um experimentalismo, como diz?
Poder pode. Agora a lógica não aponta nesse sentido, pois tal só aconteceu numa moeda - o leal.LeandroM Escreveu:E agora pergunto: Porque é que no reinado anterior (D. Duarte) não se poderá ter começado a colocar esta coroa, mesmo que de uma forma contida? (veja a lógica da continuidade - para mim faz mais sentido do que aparecer de repente em D. Afonso V)
Não há continuidade no resto dos exemplares, há alterações pontuais e de excepção num exemplar. No leal há uma revolução em todos os parâmetros. O conto com todas as questões à sua volta, pois é um conto e não uma moeda e como disse antes tenho de validar a coisa e isso implica ler e estudar e não lançar questões e respondê-las como se as coisas fossem certas, é o único ponto de transição que conheço. Não vai ser um U num exemplar a conferir linearidade no conjunto dos parâmetros analisados. Em Afonso V a evolução é transversal a todas as moedas cunhadas e dá-se ao longo de um espaço de tempo bastante longo começando sem a os florões e passando a apresentá-los ao longo das cunhagens. Aqui não há provas, há apenas argumentos empíricos fortes neste sentido. Cabe mais uma vez a quem lê escolher entre revolução em D. Duarte e andar para trás no estilo e depois evoluir versus uma evolução mais calma e lenta no reinado de Afonso V.
Existe no leal e noutra moeda, mais uma vez encaixa apenas na ponta da curva de GaussLeandroM Escreveu:legenda - letra "U" - existe no Leal e em outros exemplares do reinado;
O discurso já vai longo e hoje é dia de bola por isso fico por aqui..
Cumprimentos






