Os ceitis de Beja

Avatar do Utilizador
Bandadolopes
Administrador
Mensagens: 16137
Registado: 01 mai 08 2:02:47
Colecção Preferencial: Moeda Monarquia PT
Nº Sócio SPN: 3572
Nº Sócio ANP: 2070
Localização: Vilamoura / Espinho
Contacto:

Ceitis achados em Beja

Mensagem por Bandadolopes » 30 jul 13 0:18:55

Notícia "Público":

http://www.publico.pt/local-lisboa/jorn ... 6475884#/0" onclick="window.open(this.href);return false;


Cumprimentos,

Alberto Praça

Avatar do Utilizador
Destrans
Administrador
Mensagens: 33347
Registado: 07 mai 08 12:55:13
Colecção Preferencial: Monarquia
Nº Sócio SPN: 3626
Nº Sócio ANP: 2013
Localização: Aldeia RB
Contacto:

Re: Os ceitis de Beja

Mensagem por Destrans » 30 jul 13 10:20:03

Que maravilha :pray:

Espero que esteja na calha um estudo exaustivo deste achado.
Imaginem a delicia que é encontrar cunhos e ferramentas de moedeiro :alah:

Já havia noticias há algum tempo: http://da.ambaal.pt/noticias/?id=3146" onclick="window.open(this.href);return false;

Imagem

Avatar do Utilizador
Destrans
Administrador
Mensagens: 33347
Registado: 07 mai 08 12:55:13
Colecção Preferencial: Monarquia
Nº Sócio SPN: 3626
Nº Sócio ANP: 2013
Localização: Aldeia RB
Contacto:

Re: Os ceitis de Beja

Mensagem por Destrans » 24 mar 14 10:36:25

No rasto dos ceitis de Beja
http://da.ambaal.pt/noticias/?id=3146

Avatar do Utilizador
Caetobriga
SOB
Mensagens: 2929
Registado: 14 dez 10 18:00:27
Colecção Preferencial: Moedas Portuguesas
Nº Sócio SPN: 3621
Nº Sócio ANP: 2012
Localização: Azeitão, Setúbal

Re: Os ceitis de Beja

Mensagem por Caetobriga » 24 mar 14 13:13:46

Só depois de responder ao tópico de cima é que vi este. Obrigado. Existe imagens de ceitis batidos em Beja ou ainda é tudo uma desconfiança. É que tenho uns bem toscos.
Nenhum homem é melhor do que eu e nenhum homem é pior do que eu.

Avatar do Utilizador
Destrans
Administrador
Mensagens: 33347
Registado: 07 mai 08 12:55:13
Colecção Preferencial: Monarquia
Nº Sócio SPN: 3626
Nº Sócio ANP: 2013
Localização: Aldeia RB
Contacto:

Re: Os ceitis de Beja

Mensagem por Destrans » 07 nov 14 15:26:05

Há mais novidades sobre o achado de Beja?
Acho estranho que não se tenha tocado no assunto, nas várias publicações Numismáticas.

Avatar do Utilizador
vma
Flor de Cunho
Mensagens: 5923
Registado: 25 jul 08 10:06:17
Colecção Preferencial: Monarquia Portuguesa
Nº Sócio SPN: 0
Nº Sócio ANP: 0
Localização: Almada
Contacto:

Re: Os ceitis de Beja

Mensagem por vma » 07 nov 14 23:47:10

Destrans Escreveu:Há mais novidades sobre o achado de Beja?
Acho estranho que não se tenha tocado no assunto, nas várias publicações Numismáticas.

Pois... os arqueólogos envolvidos deviam se reunir com especialistas em ceitis para chegarem a alguma conclusão...
Vitor Almeida

Avatar do Utilizador
EngTrig
Flor de Cunho
Mensagens: 448
Registado: 11 dez 12 17:58:46
Colecção Preferencial: Condecoracoes antigas
Nº Sócio SPN: 1577
Nº Sócio ANP: 0
Contacto:

Re: Os ceitis de Beja

Mensagem por EngTrig » 21 out 15 19:40:31

Boa noite aos amigos dos Ceitis,

Aqui fica a sugestão: que alguém vá estudar os "quilos de ceitis" que foram encontrados em Beja e das suas características médias se infira a tipologia de Beja. Com este achado não há mais necessidade de supor nada, eles estão lá a testemunhar como foram feitos.

ImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagem

Sugiro que os especialistas do nosso Fórum e da roda dos Ceitis, façam um estudo preliminar a uma amostra das milhares de moedas encontradas nas escavações arqueológicas, caracterizem numismáticamente o tipo de ceitil cunhado em Beja e apresentem as suas conclusões no Seminário de 2016.
Cumprimentos,
A Trigueiros

Avatar do Utilizador
Destrans
Administrador
Mensagens: 33347
Registado: 07 mai 08 12:55:13
Colecção Preferencial: Monarquia
Nº Sócio SPN: 3626
Nº Sócio ANP: 2013
Localização: Aldeia RB
Contacto:

Re: Os ceitis de Beja

Mensagem por Destrans » 22 out 15 9:43:03

Esse estudo devia ser orientado pelas associações portuguesas de Numismática, que de certo terão mais facilidade em apresentar-se aos responsáveis das escavações.
Não podendo consultar os achados, Quantas moedas foram descobertas? Quem contactar?

Avatar do Utilizador
vma
Flor de Cunho
Mensagens: 5923
Registado: 25 jul 08 10:06:17
Colecção Preferencial: Monarquia Portuguesa
Nº Sócio SPN: 0
Nº Sócio ANP: 0
Localização: Almada
Contacto:

Re: Os ceitis de Beja

Mensagem por vma » 16 nov 15 20:31:43

O "faz-se o que é possível" e "vamos nós tentar obter mais financiamento" revelam o "estado da cultura" em Portugal.

Irra... mais valia voltarem a enterrar tudo e porem uma tabuleta a dizer "Desenterrar quando houver dinheiro e vontade"

Clara Ferreira Alves numa das suas cronicas refere o titulo "É a falta de cultura, estúpido!"...
Vitor Almeida

Avatar do Utilizador
Destrans
Administrador
Mensagens: 33347
Registado: 07 mai 08 12:55:13
Colecção Preferencial: Monarquia
Nº Sócio SPN: 3626
Nº Sócio ANP: 2013
Localização: Aldeia RB
Contacto:

Re: Os ceitis de Beja

Mensagem por Destrans » 04 jan 16 17:47:42

Beja terá, previsivelmente dentro de um ano, um novo espaço que se propõe contar a história da cidade, ou melhor, das várias “cidades” que já foi, desde o século VII aC, na Idade do Ferro, até ao século XXI.

Imagem

Avatar do Utilizador
Destrans
Administrador
Mensagens: 33347
Registado: 07 mai 08 12:55:13
Colecção Preferencial: Monarquia
Nº Sócio SPN: 3626
Nº Sócio ANP: 2013
Localização: Aldeia RB
Contacto:

Re: Os ceitis de Beja

Mensagem por Destrans » 25 fev 16 13:05:02

Forum Romano de Pax Iulia e Casa da Moeda - levantamento fotogramétrico

Avatar do Utilizador
vma
Flor de Cunho
Mensagens: 5923
Registado: 25 jul 08 10:06:17
Colecção Preferencial: Monarquia Portuguesa
Nº Sócio SPN: 0
Nº Sócio ANP: 0
Localização: Almada
Contacto:

Re: Os ceitis de Beja

Mensagem por vma » 25 set 16 0:26:18

Destrans Escreveu:Beja terá, previsivelmente dentro de um ano, um novo espaço que se propõe contar a história da cidade, ou melhor, das várias “cidades” que já foi, desde o século VII aC, na Idade do Ferro, até ao século XXI.

Imagem
Quem escreveu isto merecia uma estatua ao lado do Museu... :blabla:
Vitor Almeida

Avatar do Utilizador
Mmatos
SOB
Mensagens: 1545
Registado: 02 fev 09 23:14:54
Colecção Preferencial: Moedas portuguesas
Localização: Grande Lisboa

Re: Os ceitis de Beja

Mensagem por Mmatos » 29 jan 17 2:46:39

Estudo de materiais encontrados na Casa da Moeda de BEJA (1525)

Guillaume Sarah e Adrien Arles (IRAMAT - Centre Ernest-Babelon, UMR 5060, CNRS - Université d'Orléans)

Guillaume Sahra: Doutorado em Química (Université d’Orléans) e autor da Obra «Caractérisation de la composition et de la structure des alliages argent‐cuivre par ICP‐MS avec prélèvement par ablation laser – Application au monnayage carolingien ».

Adrien Arles. Engenheiro de materiais (doutorado em História) especialista em técnicas metalúrgicas, e minas, desenvolvendo protocolos de levantamento fotogramétrico de estruturas subterrâneas.

Imagem

*Clicar na foto para aumentar
A minha participação no Museu da Moeda:
https://sites.google.com/site/numismati ... a_moeda/mm

Avatar do Utilizador
vma
Flor de Cunho
Mensagens: 5923
Registado: 25 jul 08 10:06:17
Colecção Preferencial: Monarquia Portuguesa
Nº Sócio SPN: 0
Nº Sócio ANP: 0
Localização: Almada
Contacto:

Re: Os ceitis de Beja

Mensagem por vma » 03 fev 17 21:42:25

Gosto imenso da cadeira...

Já agora não era bom terem fotografado uma moeda?... ao menos para se ver o tipo... E continuo a ser chato e que tal incluir um numismata na equipa para se chegar a alguma conclusão?...
Vitor Almeida

Avatar do Utilizador
Mmatos
SOB
Mensagens: 1545
Registado: 02 fev 09 23:14:54
Colecção Preferencial: Moedas portuguesas
Localização: Grande Lisboa

Re: Os ceitis de Beja

Mensagem por Mmatos » 24 jan 19 21:40:40

Casa da Moeda de Beja considerada património de dimensão internacional

"A arqueóloga Conceição Lopes acha importante continuar as escavações da Casa da Moeda de Beja, do século XVI, de modo a que se possa “valorizar um património único, de dimensão internacional”. Faltando apoios do Estado, está a ser preparada uma campanha de angariação pública de fundos. Conceição Lopes é docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e coordenadora do Centro de Estudos de Arqueologia, Artes e Ciências do Património (Ceaacp). Doutorou-se em 2000 com a dissertação “A cidade romana de Beja. Percursos e debates acerca de Pax Iulia”. Ao longo de 30 anos, realizou escavações arqueológicas e trabalhos científicos em Vidigueira, Serpa, Moura e Beja, entre muitos outros em Portugal e no estrangeiro. Em Beja, dirige os trabalhos arqueológicos junto da praça da República.

Porquê esta campanha de crowdfunding para, nas escavações arqueológicas em Beja, junto da praça da República, preservar a casa da moeda e tratar o material recolhido?
O que nos foi permitido escavar da Casa da Moeda de Beja, porque falta ainda bastante para escavar, forneceu numerosos e importantes materiais metálicos associados ao processo de fabrico da moeda – lâminas, chapas, cisalhas –, assim como outros materiais que fazem parte da cadeia operativa de produção de moeda, tais como os cadinhos. Estudar esses materiais tem custos. Desde logo, as análises arqueométricas de metais e moedas que são absolutamente fundamentais neste tipo de estudos. Mas, também, as análises de matérias-primas que permitam identificar as minas que refere o documento de licença e privilégio dados por João III, em 1524, a Ruy Lopez, fidalgo e vedor do rei.
Qual a importância dessas análises?
A análise dos metais visa obter a informação sobre a composição e qualidade do metal usado na cunhagem das moedas, visando três objetivos. O primeiro, perceber a qualidade e o valor intrínseco destas moedas, cunhadas exclusivamente com o metal das minas que o vedor explorava e com o intuito único de fazer face às despesas da exploração dessas minas. O segundo, caracterizar estas moedas do ponto de vista da composição de modo a poder pesquisar o local onde seriam essas minas que os documentos referem e, ao mesmo tempo, distingui-las das cunhadas na Casa da Moeda Real em Lisboa e Porto. O terceiro, preparar um conjunto de material para publicar e expor na cidade de Beja.

E há que tratar e conservar esse material…
Há, também, as questões de tratamento e conservação deste imenso material. Trata-se de material de valor incalculável pela sua raridade. No processo de desmantelamento das casas de moeda todo o material era removido e o local totalmente limpo, para evitar falsários. Será essa, certamente, uma razão por que se desconhece a localização exata de outras casas de moeda. Ora, aqui, em Beja, além do edifício, temos material que em mais lado nenhum se observa. A Casa da Moeda Real de la Rochelle, em França, uma das poucas que foi intensamente escavada, tem material muito modesto comparado com este. Preservar este material e publicá-lo é uma exigência de coerência. Assim, porque não dispomos de nenhum apoio, estamos a preparar esta campanha de crowdfunding, pedindo a todos que participem e que sejam participantes neste trabalho, de modo a que possamos nacional e internacionalmente valorizar um património único, de dimensão internacional.

O Estado, através do Ministério da Cultura, não deveria financiar a investigação, estudo e divulgação de um achado destes?
Há muitos anos que o Ministério da Cultura não apoia projetos em arqueologia. Os projetos da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) são de periocidade regular, mas os resultados demoram um tempo que não se articula com as necessidades deste trabalho. Por outro lado, um projeto para a FCT implicaria a continuidade das escavações, para recuperar toda a cadeia operatória do processo de fabrico da moeda e isso, em razão de processo complexo relacionado com o edifício, e que desconhecemos totalmente, não é, por ora, possível. A Direção Regional de Cultura do Alentejo também não tem financiamento próprio para este tipo de trabalhos; mostrou, todavia, disponibilidade para ajudar a encontrar participantes para esta ação na qual, de diversos modos, queremos envolver a cidade e os seus cidadãos.

Qual a importância para Beja deste achado?
Das raras cidades onde os monarcas portugueses mandaram cunhar moeda, apenas Porto e Lisboa cunharam em continuidade e apenas a Casa da Moeda do Porto, situada na Casa do Infante, que foi objeto de uma escavação parcial nos anos 90 do século XX, nos forneceu alguns dados sobre instalações, técnicas e objetos usados no fabrico da moeda, ao tempo de D. João III. Guimarães, Coimbra, Évora laboraram antes do final do século XV e, apesar da larga documentação histórica, desconhece-se totalmente o local onde estiveram instaladas. Beja, apresentando estruturas funcionais e objetos monetários usados no fabrico da moeda, apresenta-se como um contexto fundamental para compreender um ateliê monetário do final da Idade Média, com importância nacional e internacional. O facto de ainda existirem salas intactas dessa casa de moeda permite pensar a instalação de um núcleo relacionado com a casa de moeda, que é património sem paralelo em Portugal.
Se atentarmos no que os quase impercetíveis restos da Casa da Moeda do Porto permitiram fazer e, mesmo assim, a quantidade de visitantes qua atrai, incluindo escolas, poderemos ter uma ideia da oportunidade que Beja tem deixado escapar como património e como oportunidade de valorização do turismo cultural e didático.

O que era a Casa da Moeda de Beja, instalada no século XVI?
A Casa da Moeda de Beja no século XVI era, de acordo com os documentos da chancelaria de D. João III, uma “intramuros” que Ruy Lopez, vedor da casa real, por licença e privilégio do rei, teve para instalar 23 moedeiros, “hoficiais ordenados”, da Casa da Moeda de Lisboa para “laurem cobre em ceitys” e produzir “mil quintais de cobre em ceitis” (a moeda de cobre século XVI), atividade para a qual se mandava fazer um martinete. Esta concessão permitiria a Ruy Lopez fazer face às despesas que a exploração dessas minas acarretava. No momento em que o rei centraliza a cunhagem de moeda não deixa de ser inusitada a instalação de uma casa de moeda em Beja. O facto de se tratar de uma casa de moeda com carácter esporádico e improvisado a funcionar em casa privada e a laborar no quadro de uma concessão privada dada pelo rei, em relação direta com a exploração de minas, sobretudo de mercúrio, que se considerava essencial para o trato das Índias e despesas do reino, como se afirma no documento de concessão [TT. Chanc. D. João III, Doações, liv. 37, fl.128v], torna-a num caso muito interessante para o estudo da economia do século XVI e, sendo caso único conhecido na Europa, um interessante contexto para a história da amoedação. Beja no século XVI é uma cidade cosmopolita, onde nasceram e viveram homens de influência e sabedoria, intelectuais e proprietários de gabarito e onde se construíram obras de grande qualidade técnica e artística. A Casa da Moeda de Beja, instalada por um fidalgo junto à praça que D. Manuel tornou emblemática da cidade, é um elemento maior no conhecimento de Beja desse tempo.

No essencial, o que foi achado nas escavações em Beja?
– Um espaço de cerca de 80x40 metros que se prolonga por dentro do edifício municipal, cuja porta abre para a praça da República e se encontra praticamente à superfície, às vezes mesmo servindo de alicerce a prédios atuais, revelou ser um conjunto patrimonial em excelente estado de conservação, evidenciando uma singular forma de fixação e consolidação no espaço, ancorada num surpreendente processo de transformação e transmissão desde a Idade do Ferro até à atualidade. – Um edifício de 15x25 metros, construído em pedra com terra, que se mantém conservado em quase três metros de altura, exceto naquelas paredes que os muçulmanos usaram para abrirem as fossas onde enterravam o lixo, data da Idade do Ferro. – Um tanque/cisterna de 12,60x5,40x2,40 metros de altura (163,296 metros cúbicos), datado da época romana republicana. – Dois templos da cidade romana, um datado do início do último quartel do século I a.C., com 20,3x3,9 metros, conservado em 3,75 metros de altura, e outro datado do reinado do imperador Tibério, que mede 32,40x16,20 metros e conserva-se com cerca de quatro metros de altura. Apesar do podium deste raro e interessante objeto arquitetónico ter sido desmantelado no século XV, para com as suas pedras aparelhadas se construírem igrejas, como a de Santa Maria, fica claro quão importante era o forum, a praça principal da cidade romana, onde estavam dos edifícios do poder, no tempo do imperador Augusto, um pouco antes da nossa era e no tempo do imperador Tibério, nos inícios do segundo quartel da nossa era. – Um batistério do século VI/VII, certamente do tempo do bispo Apríngio. – Edifícios e casas do período muçulmano (algumas casas), medieval e moderno, nomeadamente casas e lugares de armazenamento de produtos, como o celeiro da cidade no século XVII/XVIII.

Qual o ponto da situação, neste momento, relativamente às perspetivas de prosseguimento das escavações em Beja?
Neste momento está apenas previsto terminar uma escavação no exterior do edifício, na frente da cisterna republicana e do templo de Augusto, cujo início de deu no final de Julho de 2018 e que terminaremos muito em breve. Quanto à divulgação os resultados, temos feito toda a divulgação nacional e internacional e estamos na fase de dar início às publicações. Ficam estas publicações “coxas” porque muitas incertezas seriam colmatadas com escavações pontuais, como aquelas no rostra (plataforma onde se levantam estátuas) em frente ao tempo do reinado de Tibério que, todavia, não lográmos poder fazer. O busto de César, um dos menos de uma dúzia de retratos de Júlio César existentes no mundo, majestosamente colocado no Museu Regional de Beja, é hoje internacionalmente, nos meios científicos, um embaixador de Pax Iulia.

Valorizar o património ancestral como instrumento de desenvolvimento

O que é necessário para que sejam apoiadas as escavações arqueológicas da casa da moeda e do celeiro municipal?
Em 15 de Março de 1791, em Beja, na inauguração do museu fundado por frei Manuel do Cenáculo, localizado na Igreja de S. Sisenando, muito próximo do Paço Episcopal, em Beja, com grande aplauzo foi dita a Oração du Muzeo. Nessa oração, escrita por Cenáculo, se dizia: “As couzas preciozas se perdem quando se não estimão, e confundem com as despreziveis. Oh quizesse o Ceo que a esta franqueza correspondesse a curiozidade dezenteressada buscando os escondidos despojos. Beja, não disse couza algua da tua grandeza sepultada, se algum dia te vir a lúz, então folgue minha alma, se houver quem avance esta barreira” Em Junho de 1920, no Boletim do Município de Beja, escrevia-se sobre a Casa da Moeda de Beja: “A Rua da Moeda, tirou o nome de, em um prédio se haver executado o fabrico ou a simples carimbarem da moeda? Qual é o prédio? Ignoramos; como, por falta de documentos, desconhecemos muitas outras cousas da nossa terra, cuja preocupação parece ter sido sempre, fazer desaparecer, vandalicamente, tudo que indique o modo de ser, pensar e sentir d’outrora; tudo enfim que é arte e à história interessa. Oh! mas daqui a anos, quando em Portugal o turismo fôr uma realidade e a verdadeira civilização se houver espalhado por todas as classes, amaldiçoados serão os decendentes dos hunos, que por estupidez e sectarismo, tantas riquezas tem aniquilado, destruindo as testemunhas oculares das nossas glórias e grandezas passadas, apagando preciosos vestígios da evolução das artes, reduzindo aos nada os monumentos que tantos factos atestavam e tamanhas dificuldades podiam aplanar a quem se dedica ao difícil lavor da história!”. Ora, hoje que o turismo é uma realidade, valerá a pena emprestar interesse, vontade e compromisso e meios. Interesse da cidade pelo seu património e pela sua valorização como instrumento de desenvolvimento local. Vontade política e compromisso dos poderes e dos cidadãos na valorização do património ancestral da cidade. Meios financeiros e técnicos e científicos para dar corpo ao processo de recuperar e corporizar na cidade o potencial de comunidade com passado a construir o futuro."

Texto Carlos Lopes Pereira foto José Ferrolho/Arquivo “DA”
A minha participação no Museu da Moeda:
https://sites.google.com/site/numismati ... a_moeda/mm

Avatar do Utilizador
Destrans
Administrador
Mensagens: 33347
Registado: 07 mai 08 12:55:13
Colecção Preferencial: Monarquia
Nº Sócio SPN: 3626
Nº Sócio ANP: 2013
Localização: Aldeia RB
Contacto:

Re: Os ceitis de Beja

Mensagem por Destrans » 24 jan 19 23:53:00

Conceição Lopes está em contacto com Rui Centeno, pelo que - e assim espero - os resultados serão devidamente publicados.

Nesta noticia pode ser ouvida uma entrevista: http://www.vozdaplanicie.pt/index.php/n ... comunidade

Avatar do Utilizador
Destrans
Administrador
Mensagens: 33347
Registado: 07 mai 08 12:55:13
Colecção Preferencial: Monarquia
Nº Sócio SPN: 3626
Nº Sócio ANP: 2013
Localização: Aldeia RB
Contacto:

Re: Os ceitis de Beja

Mensagem por Destrans » 29 abr 19 22:24:36


Avatar do Utilizador
Mmatos
SOB
Mensagens: 1545
Registado: 02 fev 09 23:14:54
Colecção Preferencial: Moedas portuguesas
Localização: Grande Lisboa

Re: Os ceitis de Beja

Mensagem por Mmatos » 02 mai 19 19:55:24

Destrans Escreveu:
29 abr 19 22:24:36
Noticias nada animadoras

https://www.publico.pt/2019/04/29/local ... baAhFkKCpE
Que tristeza... infelizmente neste País, isto é a norma... :sad: :graur:
A minha participação no Museu da Moeda:
https://sites.google.com/site/numismati ... a_moeda/mm

João Cuco
MC
Mensagens: 6
Registado: 05 ago 13 17:19:52
Colecção Preferencial: Moedas Monarquia Antiga
Nº Sócio SPN: 0
Nº Sócio ANP: 0
Localização: Beja

Re: Os ceitis de Beja

Mensagem por João Cuco » 16 jul 19 21:14:14

Boa tarde. Será possível os caros publicarem algumas fotos dos ditos ceitis...(?)! Obrigado.

Avatar do Utilizador
Destrans
Administrador
Mensagens: 33347
Registado: 07 mai 08 12:55:13
Colecção Preferencial: Monarquia
Nº Sócio SPN: 3626
Nº Sócio ANP: 2013
Localização: Aldeia RB
Contacto:

Re: Os ceitis de Beja

Mensagem por Destrans » 17 jul 19 11:59:28

João Cuco Escreveu:
16 jul 19 21:14:14
Boa tarde. Será possível os caros publicarem algumas fotos dos ditos ceitis...(?)! Obrigado.
Olá João
Estes ceitis são fáceis de identificar pois apresentam-se sempre com um formato quadrado.

Responder

Voltar para “Ceitis”